segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Caverna do Dragão - O Final
terça-feira, 9 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
segunda-feira, 6 de junho de 2011
sábado, 4 de junho de 2011
quinta-feira, 26 de maio de 2011
Sonhos de um nerd - Meninas com sabres de luz
Hot Girls with Lightsabers brought to you by Funny Pictures
sábado, 21 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
A Galinha - Clarice Lispector
Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.
Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.
Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto vôo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou — o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro vôo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa, lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar, vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta, hesitante e trêmula, escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida, a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar, sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.
Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.
Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.
Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por uma asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos. Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou, respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração, tão pequeno num prato, solevava e abaixava as penas, enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento, despregou-se do chão e saiu aos gritos:
— Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer o nosso bem!
Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre, nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer. Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:
— Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!
— Eu também! jurou a menina com ardor. A mãe, cansada, deu de ombros.
Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: "E dizer que a obriguei a correr naquele estado!" A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a de apatia e a do sobressalto.
Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga — e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.
Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado às fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho — era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos.
Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.
Texto extraído do livro “Laços de Família”, Editora Rocco — Rio de Janeiro, 1998, pág. 30. Selecionado por Ítalo Moriconi, figura na publicação “Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século”.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Segunda-feira
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Supervia - Sistema de trens do Rio de Janeiro - Pronta para 2014
O pior é que minha esposa estava no meio desse inferno.
Será que em Paris é assim?
Ajudem a denúnciar!
terça-feira, 3 de maio de 2011
Seus Olhinhos de Noite Serena - MÚSICA COMPLETA!
É a canção que nosso querido, amado e exemplo eterno "Seu Madruga" tentou ensinar para aqueles meninos tontos da Vila.
Curta agora a versão completa.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Garota prende câmera no bumbum e confere os olhares de plantão
Se você acha que o bumbum é uma preferência nacional e só os brasileiros admiram as curvas traseiras quando passeiam pelas ruas, está muito enganado. Jessie e Reanin, duas garotas neozelandesas que moram em Los Angeles (EUA) resolveram gravar o que acontece nas suas costas enquanto andam pelas ruas, conferindo as diversas reações.
Para isso, Jessie prendeu uma câmera escondida um pouco abaixo da cintura, exatamente na linha em que os glúteos começam. O resultado pode ser visto no vídeo disponibilizado no YouTube, em que as imagens foram deixadas em câmera lenta, para você conferir as “olhadelas” mais diversas durante o passeio.
A “AssCam” (câmera de bumbum) flagra não apenas homens conferindo o molejo de Jessie, mas também garotas interessadas no que acontece. O vídeo é acompanhado pela música “Something Bigger, Something Better” (algo maior, algo melhor), o que combina perfeitamente com a brincadeira das garotas pelas ruas.
Para não ficar injusto, estes dois rapazes bonitos =/ resolveram fazer o mesmo, só que com a câmera em outro lugar. Garanto que o vídeo deles tem um final bem mais engraçado. Confira!
Vi no Baixaki
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Clarice piloto de fuga
Este é um vídeo antigo na web mas não poderia deixar de postá-lo. Na minha opinião os melhores momentos são quando a buzina toca e quando o garoto faz sua sabia exclamação.
Divirta-se!
quarta-feira, 30 de março de 2011
Menina toca piano sem os dedos de uma das mãos
Girl play piano with no finger on one hand ! brought to you by Funny Pictures
terça-feira, 29 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
México em 8 dias
Este vídeo em stop motion de um grupo que atravessou o México em 8 dias. Nada como trabalho duro, tempo disponível e grana no bolso, câmera na mão e uma boa ideia na cabeça.
domingo, 20 de março de 2011
Programa de auditório. Não era para ser assim!
E eu ainda reclamo dos programas de auditório brasileiros…
sexta-feira, 18 de março de 2011
Qual é o seu talento Tailandia: Menina ou menino?
quarta-feira, 16 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
A vida é um musical
Quem nunca desejou que a vida fosse um grande musical?







